Tem um alagamento no caminho? Saiba o que fazer

meuautomovelenchentes-6

O calor do verão brasileiro traz, além da possibilidade de aproveitarmos nossas praias, fortes chuvas. E com elas temos as enchentes, tão comuns nas grandes cidades pelo fato do solo estar impermeabilizado pelo asfalto das ruas. O que fazer então caso você esteja dirigindo e acabe se deparando com um trecho de rua alagado adiante?
A primeira sugestão é óbvia: se puder evitar a área que sofreu a enchente, faça. É difícil analisar a profundidade do alagamento a partir do interior do carro, o que torna a recomendação anterior ainda mais válida. A parte ruim é que isso nem sempre é possível.
Nesse caso, o primeiro passo é minimizar os riscos, o que pode incluir um longo período de espera até o nível da água estar mais baixo. Caso haja a necessidade de transpor o trecho alagado, há algumas sugestões que podem se mostrar úteis.
Observação é importante. A recomendação é que carros de passeio comuns – aqui, são excluídos utilitários esportivos e picapes, que tendem a ser mais altos – atravessem alagamentos com água até na metade da roda. Para descobrir isso, vale a pena esperar algum veículo maior fazer a travessia. Ficar atento ao tráfego na área também ajuda na hora de saber se a rua é plana ou se você irá se deparar com algum buraco, lombada, valeta ou outro tipo de obstáculo.
Ao fazer a travessia, utilize uma marcha baixa (a primeira ou, no máximo, a segunda), mantendo uma velocidade de até 20 km/h e com a rotação do motor alta (utilize a embreagem para não ganhar muita velocidade). Em hipótese alguma reduza as rotações do motor ou troque de marcha no meio da travessia, atitudes que poderiam causar um calço hidráulico. Esse problema ocorre quando a água entra pelo escapamento do carro e chega até o interior dos cilindros, causando danos irreversíveis. O ideal é manter uma velocidade constante. Para tal, evite andar próximo de outros carros.
Passado o trecho alagado, pare na primeira oportunidade e avalie o estado geral do carro. Detritos podem estar presos à parte inferior do veículo ou em outras porções da carroceria, demandando uma limpeza. Também avalie o comportamento do veículo nos quilômetros seguintes. Caso note algum sintoma pouco familiar, o ideal é levá-lo a um mecânico para uma inspeção.

Fonte: Jovem Pan

  • Compartilhe:
  • Pin It