O lado ruim de utilizar cartões de crédito

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Ao mesmo passo que os cartões de crédito trazem agilidade, comodidade, confiabilidade e segurança, também trazem vários problemas ao seu usuário, decorrentes, principalmente, de sua mal planejada utilização.

O pior problema surge quando a pessoa, por necessidade ou por falta de conhecimento, passa a utilizar o crédito disponibilizado no cartão de crédito como se fosse parte de seus rendimentos, atrasando o pagamento ou pagando somente o valor mínimo da fatura de gastos.

Sabendo desta realidade, as Administradoras de cartão de crédito cobram valores astronômicos pelo saldo devedor financiado, aplicando taxas de juros e outros encargos que fogem à realidade econômica do consumidor brasileiro, que passa a dever mais e mais a cada dia que passa.

Veja um exemplo: O Sr. Fulano possui um cartão de crédito com limite mensal de R$ 500,00. Passado um mês de uso, recebe a fatura do cartão onde consta um débito total de R$ 450,00. Como estava com pouco dinheiro, ele optou pagar esta fatura no valor mínimo atribuído pelo cartão e financiando o saldo para pagar no mês seguinte.

Digamos que o Sr. Fulano tenha pago R$ 50,00 e ficou com um saldo devedor de R$ 400,00 para pagamento posterior.

Como os juros cobrados nos cartões de crédito são muito altos, chegando em alguns casos a 16% ao mês, na fatura seguinte o Sr. Fulano terá que pagar R$ 464,00, além de multa e demais encargos.

Caso pague novamente o valor de R$ 50,00, no mês seguinte o saldo devedor subirá para R$ 480,24 e por aí segue.

Mais uma vez, temos a formação de uma “bola de neve”, pois a dívida não para de aumentar, transformando as pessoas endividadas em verdadeiros escravos das instituições financeiras, comprometendo seus salários e prejudicando o sustendo da família. Há muitos casos de pessoas que perdem seus bens, inclusive a própria residência, no pagamento de dívidas que com o tempo se vão se tornando impagáveis.

Nestes casos há cobrança de JUROS SOBRE JUROS, o que é proibido por lei, conforme diversas decisões da Justiça brasileira.

Outro abuso praticado pelas administradoras (quando esta é o próprio Banco) é o desconto automático do valor mínimo da fatura diretamente da conta corrente do titular do cartão, assim como os famosos encargos genéricos e de valores altíssimos, cobrados quando o cliente do cartão paga a fatura com atraso.

Tais descontos são vedados por lei. Só podem ocorrer com a autorização escrita do cliente, que pode cancelá-la a qualquer momento.

Em casos que se comprove que o valor descontado sem a autorização era de salário, cabe uma ação de indenização por danos morais e materiais contra o Banco.

Também pode ocorrer do Banco descontar da conta o valor da fatura, sem a autorização do cliente, vindo a causar o “retorno” de cheques por insuficiência de fundos, o que acarreta a inclusão no SERASA.

Nestes casos também cabe um processo de indenização por danos morais.

Além disso, as administradoras de cartão de crédito não podem cobrar do cliente em atraso multa contratuais de 20% (ou mais) ou honorários advocatícios sem que haja ação judicial de cobrança contra o cliente.

Não podemos também se esquecer dos cartões de crédito enviados para os consumidores sem que tenham sido solicitados.

A Justiça brasileira tem entendido que esta prática equivale ao envio de uma “amostra grátis”, não podendo a administradora cobrar qualquer quantia do consumidor por algo que ele não solicitou.

Se houver a cobrança e o cadastramento no SPC cabe uma ação judicial de indenização por danos morais contra a Administradora do Cartão.

Fonte: www.asseprevrs.com.br/

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